A educação social nos mostra que errar, tentar novamente e reconstruir caminhos faz parte de um processo formativo que impacta não apenas a aprendizagem, mas também a formação da identidade, da autonomia e das competências socioemocionais.
Estudos recentes reforçam que o desenvolvimento infantil não acontece de forma linear. Ele é marcado por ciclos, tentativas, erros e novos começos. Pesquisas compiladas em uma revisão integrativa (Sousa, 2025) indicam que a construção socioemocional das crianças depende diretamente da qualidade das interações sociais e das oportunidades de experimentar, ajustar e recomeçar atividades e desafios do cotidiano.
Essa perspectiva dialoga com a teoria sociocultural de Vygotsky, que defende que a aprendizagem é construída nas relações e mediações e, portanto, exige espaço para o erro, para o apoio e para novas tentativas. Outro dado relevante vem de análises publicadas na Revista Sociedade Científica (2024), que identificam a educação emocional — incluindo o manejo de frustrações e o desenvolvimento da resiliência — como um dos eixos mais pesquisados na educação infantil entre 2019 e 2023.
A aprendizagem na infância ocorre de forma ativa. Quando uma criança refaz uma atividade, ajusta um desenho, busca uma nova solução para um jogo ou reinicia uma construção de blocos, ela está exercitando autorregulação emocional, pensamento crítico, autonomia e resiliência. Essas habilidades, amplamente destacadas por iniciativas de aprendizagem socioemocional (SEL), são essenciais tanto para a trajetória escolar quanto para a vida em comunidade.
Pesquisas também indicam que crianças expostas a ambientes emocionalmente acolhedores — nos quais suas expressões, erros e tentativas são respeitados — desenvolvem maior capacidade de cooperação, comunicação empática e compreensão moral mais elaborada, conforme apontam as teorias de Erikson e Kohlberg.
A educação social atua diretamente na garantia do direito de recomeçar — um direito ainda mais relevante para crianças que vivem em contextos de vulnerabilidade social. De acordo com estudos apresentados pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, 74% das crianças brasileiras de até 4 anos vivem em famílias com renda inferior a um salário mínimo, o que reforça o papel das organizações sociais na oferta de ambientes seguros, estimulantes e afetivos.
Na IAM, o recomeçar não é visto como perda de tempo, mas como parte essencial da jornada de aprendizagem. Nossas atividades, que envolvem Artes e Cultura, Esportes, Tecnologia, Escotismo, Empreendedorismo e Desenvolvimento Integral, são estruturadas para que crianças e adolescentes possam experimentar, tentar, errar e criar novamente, fortalecendo habilidades para a vida e ampliando oportunidades de desenvolvimento.
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